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Corrimento vaginal em crianças

Corrimento em crianças

Este texto irá apresentar as principais causas de corrimento vaginal em crianças e o que fazer para evitar e tratar esta condição.

Causas de corrimento vaginal em crianças

As causas mais comuns de corrimento vaginal em crianças são:

  • Corrimento inespecífico, não há causa aparente;
  • Falta de higiene;
  • Técnicas de higiene inadequadas;
  • Objetos colocados pelas crianças na vagina;
  • Doenças sistêmicas;
  • Tumor;
  • Abuso sexual;

Principais queixas relacionadas com o corrimento infantil

  • Corrimento vaginal acumulado na calcina, sendo importante que a mãe preste atenção na cor, quantidade, cheiro e consistência;
  • Coceira na vagina;
  • Coceira anal;
  • Dor para urinar;
  • Dor abdominal;
  • Saída de sangue pela vagina;
  • Xixi na cama.

Corrimento inespecífico

O corrimento inespecífico representa a maior parte dos casos relacionados com o corrimento na infância, sendo causada por bactérias intestinais e que na maior parte das vezes melhora com orientações em relação a higiene.

 

Nem sempre é a falta de higiene, mas às vezes a higiene inadequada, ou até mesmo exagerada.

 

O diagnóstico é sempre de exclusão, ou seja, deve-se primeiro pesquisar e excluir as causas específicas.

 

O banho deve ser diário, mas apenas com água ou com a espuma do sabão neutro ou sabonete íntimo em pequena quantidade, devendo ser evitado o uso de sabonetes perfumados na área genital.

 

Certifique-se que a criança está limpando a região genital no sentido da vulva para o ânus.

Objetos colocados pelas crianças na vagina;

Objetos colocados na vagina são uma das causas de corrimentos recorrentes em crianças.

 

Nestes casos deve-se examinar a região genital para remover os pequenos objetos com um cotonete ou pinça, ou através de irrigação vaginal com soro quente.

 

A retirada de objetos maiores pode ser realizada sob sedação ou anestesia geral. 

Doenças sistêmicas

As principais doenças sistêmicas que podem facilitar o surgimento do corrimento na criança são o diabetes tipo 1 descompensado, obesidade, infecções intestinais por oxiúros, causando coceira anal e vaginal e doenças de pele na região da vulva.

 

O tratamento da doença de base, elimina o corrimento infantil.

 

Candidíase não é um corrimento comum na infância, sendo que a sua presença pode indicar uma doença sistêmica como o diabetes.

Tumor

O sarcoma botrióide é um tumor maligno que acomete crianças e que pode causar sangramento vaginal e aparecimento de um abaulamento na região da vagina.

Abuso sexual e corrimento infantil

Toda vez que for identificada alguma bactéria de transmissão sexual, como a clamídia, verrugas genitais ou a tricomoníase, entre outras, deve-se suspeitar da possibilidade de abuso sexual.

 

Este é um dos motivos pelo qual deve-se colher amostras da secreção vaginal para exames de cultura e bacterioscopia.

 

Frequentemente outros indicadores do abuso podem ser identificados na história clínica.

A consulta ginecológica na infância

O início da consulta é semelhante a uma consulta no pediatra, sendo importante a presença de pelo menos um dos pais ou responsável.

 

No momento do exame físico, é aconselhável o acompanhamento do familiar, para dar mais tranquilidade à criança.

 

O exame começa pela avaliação do estado físico geral, depois pelas mamas, abdômen e, por fim os órgãos genitais externos, ou seja, os grandes e pequenos lábios, clitóris, entrada da vagina e o períneo.

 

Nas crianças maiores e adolescentes, o exame pode ser acompanhado com o auxílio de um espelho, assim, ela poderá receber explicações sobre a anatomia e conhecer melhor o seu corpo, além de tranquilizá-la se tudo estiver normal.

A consulta ginecológica em adolescentes

Na adolescência algumas meninas já preferem entrar sozinhas para a consulta, pois sentem-se mais livres e à vontade para tirar dúvidas sem a presença dos pais.

 

É importante que os pais entendam esta solicitação e respeitem a opinião da adolescente.

 

Outras preferem a presença do familiar, o que também não significa que o acompanhante deve permanecer até o final da consulta.

 

A presença do responsável é importante na primeira consulta, pois poderá trazer informações úteis sobre os antecedentes familiares e sobre o desenvolvimento e doenças da infância.

 

É muito comum em algum momento da consulta o ginecologista peça para o acompanhante permanecer alguns minutos fora da sala, para que possa ser questionado fatos que a presença dos pais os responsáveis, não seriam relatados pela adolescente.

 

Com o tempo as adolescentes preferem ficar sozinhas. Isto é importante e deve ser respeitado pelos responsáveis, pois é um processo que faz parte do amadurecimento e do cuidado com a própria saúde.

Existe alguma idade para a primeira consulta ginecológica?

A primeira consulta deve acontecer quando surgirem dúvidas ou qualquer problema ginecológico.

 

Na maior parte das vezes as crianças ou adolescentes veem ao consultório após a primeira menstruarão, para receberem orientação ou para saber se está tudo “normal”, embora não seja necessário.

 

O ideal é sempre uma conversa franca entre os pais e a criança e sempre que houver dúvidas ou na presença de algum problema, fazer a consultar ginecológica.

 

A consulta ginecológica é fundamental a partir do início da vida sexual a fim de orientarmos na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez indesejada.

 

Algumas vezes na primeira consulta, acontece somente uma conversa, para que a criança ou a adolescente conheça o médico e tire suas dúvidas, e no retorno, o exame físico será realizado.

Dr Fernando Guastella

Dr. Fernando Guastella.

 

Agora que você já sabe um pouco mais sobre corrimento em crianças, conheça o Dr. Fernando Guastella e, se precisar, agende uma consulta.

                                                               kyleena

Referências bibliográficas

Vulvovaginite – apresentação de problemas mais comuns em ginecologia pediátrica e adolescente. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28927766/;

Apresentação clínica, diagnóstico e tratamento da vulvovaginite em meninas: uma abordagem atual e revisão da literatura. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28083751/;

Distúrbios da vulva e vagina em crianças e adolescentes. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30650979/.

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