Tratamentos de Mioma: conheça as opções e agende uma consulta

Postado em: 08/09/2025

Quando uma paciente chega ao consultório com diagnóstico de Mioma Uterino, a pergunta mais comum é: “Doutor, qual é o melhor tratamento de mioma para o meu caso?

A resposta depende de cinco pilares fundamentais: localização, tamanho, quantidade de nódulos, intensidade dos sintomas e – principalmente – o desejo de engravidar.

Tratamentos de Mioma conheça as opções e agende uma consulta

A seguir, apresento um panorama completo, baseado em evidências recentes, sobre as principais abordagens para controlar ou eliminar os miomas, sempre com foco em preservar a saúde do útero e respeitar os objetivos de cada paciente.

Quando indicar tratamento?

Costumo propor tratamento para mioma quando identifico:

  • Sangramento menstrual anormal, com fluxo intenso, presença de coágulos ou ciclos menstruais prolongados;
  • Dor pélvica persistente que interfere nas atividades diárias;
  • Infertilidade sem outra causa aparente;
  • Aumento abdominal ou sensação de peso.

O diagnóstico começa com uma ultrassonografia transvaginal de alta resolução — em alguns casos, com preparo intestinal — para mapear com precisão o número, tamanho e localização de cada mioma

Exames complementares, como hemograma e perfil hormonal, ajudam a identificar anemia e avaliar a reserva ovariana, especialmente quando há desejo reprodutivo.

Fatores que influenciam a escolha terapêutica

  • Tamanho e localização: miomas submucosos costumam provocar mais sangramento; intramurais alteram o contorno do útero; subserosos causam compressão e desconforto pélvico;
  • Idade e desejo gestacional: preservar o útero é prioridade em mulheres que pretendem engravidar;
  • Intensidade dos sintomas: o tratamento varia desde quadros leves até hemorragias incapacitantes;
  • Comorbidades e histórico médico: condições como hipertensão, diabetes, trombofilias ou tratamentos anteriores sem sucesso podem influenciar a escolha da abordagem.

Com base nesses dados, elaboro um plano de tratamento personalizado, buscando sempre o equilíbrio entre eficácia clínica, segurança e recuperação rápida.

Principais tratamentos de mioma

1. Acompanhamento clínico

“MIOMAS UTERINOS” com menos de 3 cm e sem sintomas geralmente exigem apenas monitoramento semestral.

Medidas como mudanças no estilo de vida, reposição de ferro e controle do estresse podem aliviar queixas leves, sem necessidade de intervenção imediata.

2. Tratamento medicamentoso

  • Progestagênios ou DIU hormonal: ajudam a controlar o sangramento uterino anormal, mas não reduzem o volume dos miomas;
  • Análogos de GnRH juntamente com terapia Add-back: controla o sangramento com menos efeitos colaterais. Indico por até seis meses para corrigir anemia ou reduzir o mioma antes da cirurgia. 

Esses medicamentos funcionam bem como ponte terapêutica, especialmente em mulheres próximas à menopausa ou que aguardam um procedimento definitivo.

3. Radiofrequência para mioma

Esse procedimento é minimamente invasivo. Com uma agulha fina guiada por ultrassonografia transvaginal, aplico energia térmica no interior do mioma, promovendo necrose do tecido e uma redução de 50 a 70% do volume em até seis meses.

Vantagens: anestesia leve, alta hospitalar após duas horas, ausência de cicatriz e preservação total do útero — ideal para pacientes com até 3 miomas uterinos.

4. Micro-ondas para mioma

 

Tecnologia semelhante à radiofrequência, mas com ondas eletromagnéticas de maior potência. É indicada para miomas únicos ou múltiplos, entre 4 e 10 cm, localizados nas camadas intramural ou subserosa.

Estudos de 2022 mostraram redução volumétrica sustentada e baixa taxa de recidiva. A recuperação é rápida, com retorno às atividades em 48 horas, com uso de analgésicos simples.

5. Embolização das artérias uterinas (EAU)

Esse procedimento consiste na introdução de um cateter pela artéria femoral até as artérias uterinas, bloqueando o fluxo sanguíneo que alimenta os miomas com partículas embolizantes.

Em até 12 meses, os miomas podem encolher até 60% e o sangramento melhora em mais de 80% das pacientes. Contudo, cerca de 20% das mulheres podem precisar de nova intervenção dentro de cinco anos.

Indico a embolização quando:

  • Há múltiplos miomas volumosos;
  • A paciente não quer mais engravidar. Embora a gravidez seja possível após a EAU, a miomectomia apresenta maiores taxas de gestação.

6. Cirurgias minimamente invasivas

Miomectomia laparoscópica ou robótica

Removo os miomas por pequenas incisões no abdômen. A técnica robótica oferece visão 3D, braços articulados e suturas de alta precisão, o que reduz sangramento, aderências e o tempo de internação.

É minha primeira escolha quando a paciente deseja engravidar. As taxas de gravidez espontânea após a miomectomia

Miomectomia histeroscópica

Indicada para miomas submucosos, acessados pela vagina, sem cortes abdominais. A recuperação é rápida, com alta no mesmo dia e retorno precoce às atividades cotidianas.

Histerectomia minimamente invasiva

A histerectomia minimamente invasiva é recomendada quando a paciente não deseja manter a fertilidade

O procedimento pode ser feito por laparoscopia ou cirurgia robótica, com menos dor pós-operatória e recuperação mais rápida do que a cirurgia convencional.

Qual abordagem combina com você?

  • Se o seu objetivo é engravidar, priorizo a miomectomia, radiofrequência ou ablação por micro-ondas, porque preservam a estrutura do útero e mantêm boas taxas de gestação;
  • Se você procura controle dos sintomas sem cirurgia, o tratamento medicamentoso é a melhor alternativa;
  • Em casos de miomas múltiplos e volumosos, indico com frequência a cirurgia robótica ou a cirurgia aberta (corte semelhante ao da cesárea).
  • Na perimenopausa, opto por terapia hormonal de curto prazo associada a observação, evitando procedimentos definitivos enquanto os sintomas estiverem sob controle.

Em todos os cenários, o planejamento pré-operatório e a discussão das diferentes formas de tratar, são apresentadas de forma clara, discutindo os riscos e benefícios de cada alternativa, garantindo segurança para que você tome a melhor decisão.

Retome o controle da sua saúde e bem-estar

Você não precisa conviver com dor, sangramento excessivo ou a incerteza causada pelos miomas uterinos. Em minha clínica, localizada em Moema (São Paulo), ofereço tratamentos modernos e seguros, sempre alinhados às suas necessidades.

Agende sua consulta comigo e vamos traçar um plano que respeite seu corpo, seus objetivos e seu projeto de vida — inclusive se ele envolve a maternidade.

Referências bibliográficas:

  • ACOG Practice Bulletin No. 228. Management of Symptomatic Uterine Leiomyomas. American College of Obstetricians and Gynecologists. 2021. Link: https://www.acog.org/clinical/clinical-guidance/practice-bulletin/articles/2021/06/management-of-symptomatic-uterine-leiomyomas
  • Chen I, Berman JM, et al. Radiofrequency Ablation for the Treatment of Uterine Fibroids: A Systematic Review and Meta-analysis from the AAGL Practice Committee. Journal of Minimally Invasive Gynecology. 2025 Jan;32(1):74-91. Epub 2024 Sep 12. doi: 10.1016/j.jmig.2024.09.011. PMID: 39277104. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39277104/
  • Zhang J, Feng L, et al. Ultrasound-guided percutaneous microwave ablation for the treatment of symptomatic uterine fibroids: a clinical study. International Journal of Hyperthermia. 2011;27(5):510–516. doi: 10.3109/02656736.2011.562872. PMID: 21756048. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/21756048/
  • Scheurig-Muenkler C, Koesters C, et al. Long-term clinical outcome after uterine artery embolization: sustained symptom control and improvement of quality of life. Journal of Vascular and Interventional Radiology. 2013;24(6):765–771. doi: 10.1016/j.jvir.2013.02.018. PMID: 23582992. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23582992/
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Dr. Fernando Guastella

CRM-SP: 112.601
RQE: 83937 - Ginecologia e Obstetrícia
RQE: 839371 - Endoscopia Ginecológica (Cirurgias Minimamente Invasivas)
RQE: 58641 - Diagnóstico por Imagem

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