Compreendendo o Endometrioma no Ovário Esquerdo: sintomas e consequências
Postado em: 21/07/2025
Se você foi diagnosticada com um Endometrioma no Ovário Esquerdo ou está investigando sintomas persistentes como dor pélvica ou dificuldade para engravidar, saiba que não está sozinha.
Muitas mulheres passam por isso sem um diagnóstico claro, e entender o que está acontecendo com seu corpo é o primeiro passo para o cuidado adequado.
Neste artigo, compartilho informações atualizadas e baseadas em evidências sobre o endometrioma ovariano, com foco em sintomas, consequências e opções de tratamento eficazes e seguras.
O que é um endometrioma?
O endometrioma é um tipo de cisto ovariano causado pela endometriose, uma condição na qual o tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero.
Esse cisto é preenchido por sangue envelhecido, resultante de sangramentos cíclicos no seu interior, o que confere o aspecto escurecido característico, sendo popularmente chamado de “cisto de chocolate”.
Estudos indicam que entre 17% e 44% das mulheres com endometriose desenvolvem endometriomas. Eles costumam surgir durante a vida reprodutiva e podem afetar um ou ambos os ovários.
O ovário esquerdo é frequentemente mais acometido, possivelmente por questões anatômicas, como a presença do cólon sigmoide, que dificulta a drenagem do líquido peritoneal e favorece o acúmulo de implantes endometrióticos nesse lado.
Quais são os sintomas do endometrioma no ovário esquerdo?
Os sinais podem variar bastante, mas os mais comuns incluem:
- Dor pélvica crônica, frequentemente do lado esquerdo;
- Cólicas menstruais intensas (dismenorreia);
- Dor durante a relação sexual (dispareunia);
- Infertilidade ou dificuldade para engravidar;
- Distensão abdominal e desconforto intestinal, especialmente durante o ciclo menstrual;
- Fadiga persistente e alterações no hábito intestinal.
Esses sintomas impactam diretamente a qualidade de vida e muitas vezes são confundidos com outras condições, como cólica comum ou intestino irritável, o que pode atrasar o diagnóstico adequado.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada, ouvindo com atenção os sintomas relatados. Em seguida, solicito exames de imagem específicos:
- Ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal: é o principal exame para identificar o endometrioma e outros focos de endometriose profunda;
- Ressonância magnética da pelve: utilizada quando precisamos investigar regiões de difícil acesso pela ultrassonografia, como o diafragma ou o assoalho pélvico.
Com base nos resultados desses exames, posso determinar o estágio da doença, traçar o plano de tratamento mais adequado e monitorar sua evolução ao longo do tempo.
Quais são as consequências do endometrioma?
O endometrioma ovariano pode comprometer tanto o bem-estar quanto a capacidade reprodutiva. As principais consequências são:
- Redução da reserva ovariana;
- Dificuldade de ovulação;
- Formação de aderências pélvicas;
- Dor crônica refratária;
- Impacto emocional pela persistência dos sintomas e incerteza sobre a fertilidade.
Como tratamos o endometrioma no ovário esquerdo?
Cada paciente tem uma história e um contexto únicos, por isso o tratamento é sempre individualizado. Levo em conta o tamanho do cisto, os sintomas apresentados, o desejo reprodutivo e a resposta a tratamentos anteriores.
1. Tratamento hormonal
Tem como objetivo bloquear a ação do estrogênio, hormônio que estimula o crescimento da endometriose. Costumo indicar:
- Progestágenos (como o dienogeste);
- Anticoncepcionais combinados;
- Análogos de GnRH, em situações específicas.
Esse tipo de tratamento pode reduzir a dor e impedir a progressão do cisto, mas não o elimina. Com a suspensão da medicação, é comum o endometrioma voltar a crescer.
2. Cirurgia laparoscópica
Costumo recomendar a cistectomia laparoscópica quando o endometrioma ultrapassa 4 a 5 cm, provoca dor intensa ou prejudica a fertilidade.
É uma técnica minimamente invasiva, que permite a remoção precisa do cisto com preservação do tecido ovariano sadio. Após a cirurgia, oriento o uso de tratamento hormonal para reduzir o risco de recidiva.
3. Alcoolização guiada por ultrassom
Para algumas pacientes, especialmente com baixa reserva ovariana e desejo de engravidar, indico a alcoolização do endometrioma.
O procedimento consiste em drenar o cisto e inserir álcool absoluto, destruindo as células da parede interna. É uma opção menos agressiva, com bons resultados na redução da dor e preservação da fertilidade.
Minha abordagem na clínica
Na minha clínica, em Indianópolis, São Paulo, atuo com foco em endometriose, miomas uterinos e infertilidade feminina. Utilizo ultrassonografia especializada com preparo intestinal, que oferece maior precisão diagnóstica.
Valorizo o diálogo claro, explico cada etapa do processo e proponho um plano terapêutico personalizado. Meu compromisso é oferecer cuidado moderno, seguro e respeitoso com as escolhas e necessidades de cada paciente.
Controle do endometrioma com segurança e cuidado
Conviver com um endometrioma não precisa ser sinônimo de dor ou limitações. Com acompanhamento especializado, é possível aliviar os sintomas, preservar a fertilidade e recuperar sua qualidade de vida.
Se você apresenta sinais sugestivos dessa condição ou já recebeu o diagnóstico, estou à disposição para acolher seu caso com atenção e construir um plano de tratamento eficaz, com base nas mais recentes evidências científicas.
Agende sua consulta e venha cuidar da sua saúde ginecológica com excelência.
Referências bibliográficas:
- Medical News Today – Chocolate cyst
- PubMed – Ovarian endometriomas: pathogenesis and clinical implications
- PubMed – Endometrioma and ovarian reserve
Dr. Fernando Guastella
CRM-SP: 112.601
RQE: 83937 - Ginecologia e Obstetrícia
RQE: 839371 - Endoscopia Ginecológica (Cirurgias Minimamente Invasivas)
RQE: 58641 - Diagnóstico por Imagem



