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O que é Ginecologia Integrativa

Ginecologia integrativa

O que é Ginecologia Integrativa?

A Ginecologia Integrativa se preocupa com todos os aspectos relacionados a saúde da mulher e não somente com a parte ginecológica.

 

A Ginecologia Integrativa está fundamentada na definição de saúde proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e que define saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade.

 

Você já ouviu falar em medicina integrativa, pois é, a Ginecologia Integrativa é a medicina integrativa, realizada por um profissional especializado na saúde e doenças da mulher.

 

A Ginecologia Integrativa acredita na medicina convencional e no trabalho em equipe.

 

Quando necessário, indica tratamentos complementares com uma equipe multidisciplinar, desde que o tratamento em questão, possua embasamento científico comprovado.

 

Ginecologia Integrativa

Imagem do site Pubmed. A maior biblioteca virtual em saúde, para consulta de artigos científicos. Link: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/

 

Ginecologia Integrativa e Saúde

Os cuidados durante as consultas, envolvem a promoção da saúde e prevenção das doenças e inclui:

  • Atualização das vacinas, de acordo com o calendário vacinal da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM);
  • Incentivo à prática de atividade física;
  • Orientações alimentares;
  • Informações sobre a importância do Sono;
  • Incentivo e explicações sobre terapias mente-corpo e gestão do stress;

 

Na Ginecologia Integrativa o cuidado é mais amplo, com métodos complementares auxiliando o tratamento tradicional.

 

Princípios da Ginecologia Integrativa

  • A Ginecologia Integrativa utiliza a medicina convencional;
  • Tratamentos complementares, alinhados com o tratamento convencional, são sempre sugeridos, quando existe evidência científica comprovada para sua utilização;
  • Participação de outros profissionais da saúde. O plano de tratamento deve ser compartilhado e integrado entre todos os profissionais de saúde envolvidos;
  • Paciente e médico são parceiros no tratamento;
  • O médico preocupa-se em passar conhecimento educativo;
  • Todos os fatores que influenciam a saúde, o bem-estar e a doença são levados em consideração, incluindo corpo, mente, espírito e a relação com a comunidade;
  • Despertar na mulher sentimentos de autoconhecimento, auto responsabilidade e desejo de mudança para criar metas de saúde;
  • Os profissionais de ginecologia integrativa devem exemplificar seus princípios e comprometer-se com o autodesenvolvimento.

 

Diversas situações clínicas se beneficiam de abordagens integrativas, ou seja, quando os métodos tradicionais  se alinham com as terapias complementares e multidisciplinares, incluindo a endometriose, dor pélvica crônica, síndrome dos ovários policísticos, infertilidade, sintomas climatéricos entre outros diagnósticos.

 

Os cuidados integrativos possibilitam as mulheres ampliar o conhecimento sobre o seu corpo, mente, e assim, melhorar sua qualidade de vida, reduzindo fadiga, dor e ansiedade.

 

Exemplos de algumas práticas associadas ao tratamento tradicional e que podem ser realizadas por outros profissionais e em conjunto com o tratamento proposto pelo ginecologista.

  • Fisioterapia;
  • Acompanhamento com nutricionistas;
  • Acupuntura;
  • Terapias mente-corpo como (Yoga e Mindfullness);
  • Massagem terapêutica;
  • Laser ou radiofrequência.

 

Ginecologia Integrativa e o respeito sobre a escolha do tratamento

Se a mulher não aceitar a recomendação médica e escolher por ela mesma, realizar somente um tratamento alternativo, o acompanhamento médico continuará sendo realizado, pois não se abandona a paciente.

 

O médico deve explicar o que existe de melhor evidência, mas a decisão final é da paciente.

 

Um tratamento que deu certo para uma pessoa não necessariamente trará o mesmo resultado para você, algumas terapias e medicações não são recomendados para determinadas condições ou pessoas.

 

O Centro Nacional de Saúde Integrativa e Complementar nos Estados Unidos (The National Center for Complementary and Integrative Health) é uma boa ferramenta para você pesquisar sobre uma doença ou tratamento que você está considerando.

 

O site traz evidências científicas sobre algumas medicações,  tratamentos e doenças. Segue ao lado o link para o site https://nccih.nih.gov

 

Você é responsável pela sua saúde.

 

O médico deve estar ao seu lado para ajudar nas melhores escolhas, por meio da medicina baseada em evidências e pelo completo entendimento da sua condição clínica, personalidade, crença e opinião.

 

O que você deve perguntar ao seu médico sobre a Ginecologia Integrativa?

  • Como a Ginecologia Integrativa pode ajudar na minha condição clínica?
  • Como a Ginecologia Integrativa pode melhorar a minha saúde?
  • Você trabalhará em conjunto com outros profissionais ou terapeutas?
  • Como posso me sentir menos cansada?
  • Como posso otimizar a minha alimentação?
  • Quais as opções que a Ginecologia Integrativa traz para diminuir ou ajudar a controlar o meu stress?

 

Agora que você já sabe um pouco mais sobre ginecologia integrativa, conheça o Dr. Fernando Guastella e, se precisar, agende uma consulta.

 

                                                               kyleena

ginecologia Integrativa

 

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Referências bibliográficas

  1. National Center for Complementary and Integrative Health;
  2. Integrative oncology / edited by Donald I. Abrams, Andrew T. Weil. – Second edition. Oxford University Press, 2014;
  3. Arizona Center for Integrative Medicine;
  4. MD Anderson Cancer Center / Integrative Medicine Center;
  5. Academic Consortium for Integrative Medicine & Health;
  6. Medicina Integrativa / coordenador Paulo de Tarso Ricieri de Lima – Barueri, SP: Manole, 2015. – (Série manuais de especialização / editoras da série Renata Dejtiar Waksman, Olga Guilhermina Dias Farah);
  7. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares – Ministério da Saúde.
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8 Comentários “O que é Ginecologia Integrativa

  1. Acho que essa é a evolução de uma relação entre ginecologista e paciente. Adorei o texto, Dr.

    Quero muito agendar uma consulta!

  2. Boa tarde, meu nome é Elaine e tenho 53 anos.
    Fiz tratamento ortomolecular durante alguns anos, no qual a médica sempre controlava um hipotiroidismo subclinico que eu tinha, constatado por exame de sangue e também pelas minhas queixas e sintomas.
    Porém quando entrei na fase da menopausa achei melhor optar por im tratamento de reposição hormonal com médico ginicologista.
    Iniciei o tratamento com estradiol e testosterona em gel, mas a resposta ñ foi boa pedi ao médico para fazer reposição com implante de gestrinona, que vai completar um ano e também ñ teve resposta satisfatória, constatada por exame e também pelos sintomas.
    Por isso, o médico sugeriu que eu procure descobrir primeiramente o que esta causando esta má absorção dos hormonios para depois continuar o tratamento.
    Mas ele ñ faz esta invetigação.
    Dr. Fernano, mesmo com os implantes sinto cansaço crônico, pele.e cabelos extremamente secos, flacidez, dores nas articulações, etc.
    Será que tem uma idéia do que pode ser?
    Ou agendar uma consulta é o ideal para descobrir o problema?

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