Pólipo endometrial: dos sintomas ao tratamento

Postado em: 04/02/2025

Neste artigo, você vai conhecer o que é o pólipo endometrial, sintomas, como é o diagnóstico e como deve ser o tratamento.

O que é pólipo endometrial

O pólipo endometrial, também conhecido como pólipo uterino, consiste em um crescimento anormal de tecido na parte interna do útero. Esse tecido pode ser pediculado (preso por uma haste) ou séssil (fixo diretamente na parede uterina).

imagem de Pólipo endometrial

Pólipo endometrial na histeroscopia

Pólipo endometrial na grande maioria das vezes é benigno.

É uma doença muito comum, sendo que aproximadamente 10% das mulheres irão ter pólipo endometrial ao longo da vida.

Sintomas e Sinais de Alerta

Nem sempre é fácil identificar a presença de pólipo endometrial, pois muitas pacientes não sentem nenhuma alteração. Contudo, alguns sinais podem indicar a necessidade de investigação:

  1. Sangramento uterino anormal: Períodos de sangramento entre as menstruações ou após a menopausa podem ser indícios importantes.
  2. Aumento do fluxo menstrual: Sangramentos mais intensos e prolongados podem sinalizar problemas no endométrio.
  3. Dor pélvica: Desconfortos e cólica menstrual merecem atenção.
  4. Infertilidade ou dificuldade para engravidar: Em algumas situações, o pólipo pode atrapalhar a implantação do embrião.
  5. Espessamento endometrial na menopausa;

    Fatores de risco para pólipo endometrial

    Os fatores de risco para o surgimento dos pólipos são principalmente hormonais, como ciclos anovulatórios e uso de tamoxifeno, porém, muitas vezes não se encontra o motivo do aparecimento do pólipo.

    Outros fatores de risco incluem obesidade, hipertensão, diabetes e terapia de reposição hormonal somente com estrogênio.

    Diagnóstico

    O diagnóstico do pólipo endometrial na maior parte das vezes é realizado pelo ultrassom transvaginal.

    É muito importante para o diagnóstico do pólipo endometrial, que a mulher esteja na primeira fase do ciclo menstrual, ou seja antes da ovulação, pois facilita o diagnóstico pela ultrassonografia.

    Os melhores dias para a realização do ultrassom transvaginal para diagnóstico do pólipo é entre o 6° e o 12° dia do ciclo menstrual, lembrando que o primeiro dia da menstruação é o primeiro dia do ciclo.

    O melhor exame para confirmar o diagnóstico do pólipo endometrial é a histeroscopia diagnóstica, que consiste na introdução de uma câmera muito fian, através do colo uterino e realizada no consultório. Em algumas situações também pode ser realizada no hospital.

    Além do diagnóstico, é possível remover o pólipo durante a histeroscopia.

    Pólipo endometrial no ultrassom transvaginal
    Pólipo endometrial identificado na ultrassonografia, identificado na ponta da seta banca.

    Espessamento endometrial

    Algumas vezes os exames por imagem podem mostrar somente um espessamento endometrial.

    A causa mais comum de espessamento endometrial é o pólipo, porém outras doenças podem se manifestar por espessamento endometrial, como a hiperplasia do endométrio, câncer de endométrio e o mioma submucoso.

    Para esclarecer o espessamento endometrial, a histeroscopia diagnóstica deve ser realizada.

    Pólipo Endometrial é Grave?

    Na maioria das vezes, o pólipo endometrial é benigno e não apresenta risco significativo à saúde. Contudo, em algumas situações ele pode apresentar células pré-malignas ou malignas, especialmente em pacientes após a menopausa. Por isso, qualquer alteração no ciclo menstrual ou sangramento fora do período esperado deve ser investigada para garantir o diagnóstico precoce e o tratamento mais adequado.

    Risco de câncer

    O risco de um pólipo endometrial ser ou estar associado ao câncer de endométrio depende de alguns fatores.

    Na presença de sintomas como o sangramento aumentado em mulheres na menacme ou o sangramento na menopausa o risco de câncer é ao redor de 5%.

    Nas pacientes assintomáticas o risco de câncer é ao redor de 1%.

    Os fatrores de risco para o pólipo ser câncer são: história familiar de câncer de endométrio, menopausa, tamanho do pólipo, espessamento endometrial e o aumento da vascularização.

    Pólipo endometrial e infertilidade

    Quando se identifica um pólipo e a mulher pretende engravidar, a melhor conduta é a retirada cirúrgica, para diminuir a possibilidade de complicações como a falha de implantação e o risco de abortamento, além de excluir a possibilidade de malignidade.

    Tratamento para pólipo endometrial

    O tratamento para o pólipo endometrial é a retirada pela histeroscopia.

    Pólipos pequenos podem ser retirados pela histeroscopia diagnóstica no próprio consultório.

    Outra possibilidade de tratamento é com a histeroscopia cirúrgica, realizada em ambiente hospitalar, com anestesia.

    Outro ponto fundamental é o uso de energia durante o procedimento. Nas mulheres que estão tentando engravidar o uso de energia sempre que possível deve ser evitado, para diminuir a chance de sinequias no endométrio.

    Para a realização da histeroscopia não há cortes nem cicatrizes e a alta hospitalar acontece algumas horas após o procedimento

     

    tratamento para pólipo endometrial
    Pólipo uterino identificado no exame de ultrassom transvaginal em uma mulher na menopausa, com a vascularização típica em pedículo único.

    Pólipo ou mioma submucoso

    Quando o ultrassom identifica um nódulo dentro do endométrio, as duas principais possibilidades são o pólipo endometrial e mioma submucoso.

    O mioma submucoso é um mioma que fica no interior do endométrio e pode ser semelhante ao pólipo.

    O tratamento tanto para o pólipo como para o mioma é a retirada por histeroscopia, já que os sintomas são os mesmos, mas geralmente com maior sangramento nos casos de mioma.

    Pólipo é um nódulo macio, composto de tecido endometrial, enquanto o mioma é um nódulo duro, composto do músculo uterino, o miométrio.

    Conclusão

    O pólipo endometrial, em sua maioria, não é grave e pode ser tratado de maneira eficaz e de forma minimamente invasiva pela Histeroscopia

     

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    Dr. Fernando Guastella

    CRM-SP: 112.601
    RQE: 83937 - Ginecologia e Obstetrícia
    RQE: 839371 - Endoscopia Ginecológica (Cirurgias Minimamente Invasivas)
    RQE: 58641 - Diagnóstico por Imagem

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    Referências bibliográficas

      1. O risco de malignidade em pólipos uterinos: uma revisão sistemática e metanálise. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31009859/.

      1. Pólipo endometrial. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32491756/;

      1. Papel dos hormônios em lesões uterinas benignas comuns: pólipos endometriais, leiomiomas e adenomiose. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32406027/;

      1. Pólipos endometriais: patogênese, sequelas e tratamento. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31105939/;

      1. Mayoclinic.org;

      1. Wikipedia;

      1. Clevelandclinic.org.


    Comentários:

    1. Sirley disse:

      Boa noite
      Com p tempo o polipo endometrial pode virar um cáncer?

      • Melhor especialista em histeroscopia do Brasil Dr Fernando Guastella disse:

        O risco do pólipo ser maligno é muito baixo, mas não é zero. Se você tiver sintomas como sangramento, discuta retirar o pólipo.

    2. BRUNA NATALIA VIEIRA disse:

      Matéria super interessante, descobri recentemente que tenho Pólipo endometrial. Tenho um fluxo super intenso, acompanhando de cólicas fortíssimas (impossibilitando inclusive de sair de casa), diarréia, dores nos membros inferiores e ânsia de vômito.
      Espero que pelo menos o fluxo e a cólica desapareça após a cirurgia. Parabéns pela matéria esclarecedora.

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