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Tipos e classificação dos miomas uterinos

mioma uterino

Tipos e a classificação dos miomas uterinos

O que é mioma uterino

O mioma uterino, também chamado de leiomioma uterino, é um tumor benigno proveniente das células musculares lisas do útero.

 

Os miomas são muito comuns, sendo que as estimativas de prevalência variam entre 60 e 80% das mulheres aos 50 anos.

 

A maior parte dos miomas não determina sintomas, sendo que a localização dos miomas no útero, é o fator mais importante para os sintomas.

Camadas do útero

Para entender a classificação dos miomas, é preciso antes entender as camadas do útero.

Camadas uterinas

  • Endométrio: camada mais interna do útero, composta por glândulas.
  • Miométrio: representa a maior parte do útero, sendo composto principalmente por músculo liso, responsáveis pelas contrações do útero durante o parto.
  • Serosa: membrana fina, que recobre a parte externa o útero.

Classificação dos miomas

A classificação dos miomas depende da localização do mioma no útero e, segundo a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), os miomas podem ser classificados em:

  • Submucoso: quando a sua localização é completamente ou parcialmente dentro do endométrio;
  • Intramural: definido quando sua localização é somente no interior do miométrio, sem acometer a serosa ou o endométrio;
  • Subseroso: quando o nódulo está parcialmente ou completamente do lado externo do útero.

 

Classificação e tipos de miomas

 

Desenho esquemático com a classificação dos miomas segundo a FIGO: 0: Intracavitário, 1: Submucoso <50% intramural, 2: Submucoso > 50% intramural, 3: IM mas em contato com o endométrio, 4: Intramural, 5: Subseroso > 50% intramural, 6: Subseroso <50% intramural, 7: Subseroso pediculado.

Mioma ou leiomioma

A palavra leiomioma é um sinônimo de mioma.

Mioma celular (leiomioma celular)

O mioma que apresenta mais de 5 mitoses por campo de grande aumento e ausência de necrose e atipias, é chamado de leiomioma celular.

 

Isto não significa qualquer sinal de malignidade, sendo uma variável histológica.

Lipoleiomioma

O lipoleiomioma é um mioma com componente de gordura e, na maior parte das mulheres não determina sintoma. Não tem relação com risco de malignidade

Leiomiomatose peritoneal

São múltiplos miomas que se originam na membrana que recobre todos os órgãos do abdome, chamada peritônio. É uma situação pouco comum, mas que pode gerar sintomas quando existem muitos nódulos, ou quando os nódulos sofrem degeneração, causando dor abdominal.

Mioma ou STUMP

STUMP, é um termo em inglês para nódulo uterino com potencial de malignidade incerto. Estes nódulos apresentam mais chance para transformação maligna (leiomiosarcomas) e para recidivas após cirurgias para retirada dos miomas (miomectomia), ou até mesmo após histerectomia (cirurgia para retirada do útero).

Quando desconfiar de um Sarcoma

Sarcomas são tumores malignos do útero, que podem ser semelhantes aos miomas no ultrassom.

 

São tumores raros, mas extremamente agressivos e, por isso, o tratamento em estágio inicial é muito importante para a sobrevida.

 

Geralmente determinam manifestações clínicas como dor abdominal, sangramento aumentado e distensão abdominal.

 

Todo nódulo uterino semelhante a um mioma, mas que cresce rápido, tem áreas de degeneração, é muito vascularizado, ou ainda, que cresce na menopausa, merece uma avaliação muito mais cuidadosa por parte do ginecologista.

 

Se você tem um nódulo com estas características e seu ginecologista não valorizou o exame e suas queixas, procure um especialista em miomas.

 

Médico ginecologista especialista em Mioma

Dr. Fernando Guastella, ginecologista pela USP e  especialista em mioma.

 

Agora que você já sabe um pouco mais sobre a classificação e os tipos de miomas, conheça o Dr. Fernando Guastella e, se precisar, agende uma consulta

 

                                            kyleena

                      

 

Referências bibliográficas e sites sobre miomas

  1. Imagem em Doença Ginecológica: Características Clínicas e de Ultrassom do Sarcoma uterino. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30908820
  2. Sociedade brasileira de patologia;
  3. Healthline.com;
  4. Fibroids.com;
  5. Glowm.com.
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